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Vibe coding: o que é, de onde veio e como usar de verdade

Vibe coding é a prática de construir sites, aplicativos e sistemas conversando em português com uma inteligência artificial, deixando a ferramenta escrever e ajustar todo o código sem que você precise programar na mão. O termo nasceu em fevereiro de 2025 num post de Andrej Karpathy, um dos engenheiros fundadores da OpenAI, e ganhou tanta força que foi eleito a palavra do ano de 2025 pelo dicionário britânico Collins.

Vagner Mazzeo · atualizado em · 8 min de leitura

Outro dia, um aluno que tinha entrado na comunidade havia onze dias mandou uma pergunta sincera no grupo: ele já tinha fechado dois projetos para conhecidos e colocado R$ 6 mil no bolso, mas ficava encucado vendo programadores antigos criticarem o vibe coding nas redes sociais. A resposta veio na mesma hora de um próprio desenvolvedor da nossa turma: quem tem visão de mercado já entendeu que criar software conversando com a IA não é inimigo de ninguém, é uma alavanca.

Eu sou a prova viva disso. Nunca estudei ciência da computação nem decorei sintaxe de linguagem nenhuma, mas uso essa dinâmica todos os dias para construir e vender sites, painéis e automações para empresas reais. Eu explico em português claro o que o negócio do meu cliente precisa, conduzo as decisões visuais e deixo o Claude Code fazer o trabalho pesado de engenharia nos bastidores.

De onde veio o vibe coding

A expressão surgiu no dia 2 de fevereiro de 2025, quando Andrej Karpathy, ex-diretor de inteligência artificial da Tesla e um dos fundadores da OpenAI, publicou um relato no X descrevendo a forma como estava programando: “Existe um novo jeito de programar que eu chamo de vibe coding, em que você se entrega totalmente ao fluxo, aproveita o ganho exponencial da IA e até esquece que o código está lá embaixo”.

A publicação original de Andrej Karpathy no X, em 2 de fevereiro de 2025, que batizou o movimento.

Naquele mesmo texto, ele detalhou a rotina sem filtro: em vez de digitar linhas técnicas, ditava os pedidos por voz, aceitava todas as alterações sugeridas pelo modelo sem revisar linha por linha e, quando aparecia uma mensagem de erro no terminal, apenas copiava o aviso e colava de volta no chat para a própria IA consertar. Ao final, fez a ressalva de que aquele jeito solto funcionava muito bem para protótipos rápidos e projetos de fim de semana.

O termo pegou tão rápido fora do Vale do Silício que, em 6 de novembro de 2025, o tradicional dicionário britânico Collins elegeu “vibe coding” como a palavra oficial do ano, registrando na definição o uso de inteligência artificial guiada por linguagem comum para escrever código de computador.

O anúncio oficial de Palavra do Ano de 2025 no blog do dicionário Collins, em 6 de novembro de 2025.

Como fazer vibe coding na prática

O ciclo básico é muito intuitivo: você descreve o que quer ver na tela, o agente cria os arquivos, você abre o resultado no navegador e vai pedindo ajustes conversando. A grande virada acontece quando você sai do chat comum de navegador e passa a usar o Claude Code, que enxerga a pasta inteira do projeto no seu computador, edita múltiplos arquivos ao mesmo tempo e executa os comandos de teste sozinho.

  1. Instale o Claude Code no Windows ou no Mac. No dia a dia, eu prefiro rodar a extensão dentro do VS Code, porque consigo ver a árvore de pastas ao lado da conversa.
  2. Crie uma pasta limpa no seu computador com o nome do projeto e abra essa pasta no editor.
  3. Explique no chat, em português natural, para quem é o projeto e quais blocos a página precisa ter. Por exemplo: “Monte um site de uma página para a barbearia do João, destacando a tabela de cortes, fotos do espaço, endereço e um botão direto para agendar pelo WhatsApp”.
  4. Abra a prévia no navegador, teste tanto na tela larga quanto no formato de celular e peça os ajustes visuais conversando: “O título principal ficou grande demais na tela do celular, diminua a fonte e dê mais espaço acima do botão”.
  5. Se aparecer qualquer erro na tela, copie o aviso completo ou tire um print e cole direto no chat para o Claude corrigir a causa.
  6. Com a página aprovada, publique gratuitamente na nuvem e conecte o domínio da empresa seguindo o guia de como hospedar o site e o resumo em onde hospedar o site.
O Claudinho de fone, recostado com os pés pra cima, gesticula enquanto uma maquete de site de papel se monta sozinha na prancheta.

No vídeo abaixo, eu abro a tela e faço exatamente esse processo do zero em português: instalo o Claude Code e construo um sistema completo com cadastro e banco de dados usando apenas conversa natural, sem digitar uma única linha de código.

Claude Code Tutorial Completo em Português: Do Zero ao Primeiro Projeto · No meu canal do YouTube

Quais ferramentas usar pra vibe coding

Quando cunhou o termo, o Karpathy usava o editor Cursor conectado ao modelo Sonnet, da própria Anthropic. Hoje eu concentro a minha operação no Claude Code por trabalhar direto na pasta local do computador sem intermediários. Se você quiser experimentar essa rotina sem gastar nada com assinatura de IA, a melhor porta de entrada é o Antigravity, do Google, que oferece um plano grátis, de US$ 0 por mês, com limite de uso por semana. Já para quem assina o ChatGPT, o Codex da OpenAI cumpre o mesmo papel de agente de código, e o próprio MazyOS roda no Claude Code, no Codex e no Antigravity.

Também existem plataformas visuais de navegador como Lovable, v0, Base44 e Replit, e você pode inclusive criar o layout primeiro no Claude Design para exportar direto para elas ou para o Claude Code. Só tome cuidado com uma armadilha que trava muita gente boa: passar semanas pulando de ferramenta em ferramenta atrás do modelo perfeito ou do plugin da moda, quando o que você já tem na mão hoje é mais do que suficiente para colocar projetos excelentes na rua.

Opções de exportação do Claude Design na documentação oficial da Anthropic em outubro de 2026: integração direta com o Claude Code e plataformas de prototipagem.

Onde o vibe coding quebra

Lembra que o próprio Karpathy avisou que aceitar tudo no escuro serve para projeto descartável de fim de semana? Quando o projeto cresce sem método, a IA começa a dar voltas no mesmo erro ou a bagunçar o que já estava funcionando. Para sair da brincadeira e entregar um trabalho sério para um empresário, você precisa blindar quatro pontos.

  • Proteção de dados e login. Em uma página institucional simples, que só apresenta a empresa e leva o visitante para o WhatsApp, não há banco de dados sensível para vazar. Mas, quando você vende um sistema com login de usuário e banco de dados no Supabase, precisa pedir para a IA configurar e testar as travas de permissão por linha (RLS), exatamente como detalho em site feito com IA é seguro?.
  • Revisão no celular de verdade. Como você constrói olhando para o monitor do computador, é fácil esquecer que o cliente final vai abrir o link no celular. Sempre revise a versão mobile antes de enviar e saiba corrigir quebras de margem lendo o site ficou cortado no celular.
  • Histórico salvo para voltar atrás. Aceitar mudanças no piloto automático é ótimo até o dia em que um comando mal interpretado apaga uma seção inteira. Mantenha o projeto conectado ao GitHub ou salve versões da pasta, seguindo o cuidado que explico em e se o Claude apagar meus arquivos.
  • Memória persistente do projeto. Toda conversa nova com a IA começa com amnésia, e sessões longas demais acabam travando no aviso de “Prompt is too long”. Para atender empresas sem ter que repetir quem é o cliente, qual é a paleta de cores e qual é a oferta a cada sessão, a pasta do projeto precisa guardar esses arquivos de referência, que é justamente a arquitetura que o MazyOS monta para você (como isso funciona).
O Claudinho segura com as mãos uma maquete de site de papel que começa a desabar como castelo de cartas.

Vibe coding dá dinheiro?

Dá muito dinheiro, desde que você entenda que o empresário não compra código bonito; ele compra problema resolvido. O dono de uma clínica ou de uma loja não quer saber qual framework você usou no terminal. Ele quer uma página limpa, rápida, funcional e que faça o telefone comercial dele tocar. Na maioria absoluta das minhas vendas, eu entrego páginas diretas ao ponto, sem firula desnecessária, focadas em converter visitante em conversa no WhatsApp.

É por isso que um método comercial faz tanta diferença, tanto para quem está começando do zero quanto para quem já era da área técnica. O Vitor já trabalhava como programador havia três anos e usava o Claude Code por conta própria, mas só destravou a parte comercial quando aplicou a estrutura de abordagem e pastas do MazyOS, fechando R$ 2.000 à vista logo na largada:

~Vitor, no grupo RESENHA, 21h50

Se alguém te disser que qualquer pessoa pode abrir uma IA e tentar fazer sozinha, lembre do que o Victor Matias resumiu com precisão no nosso grupo: funcionalidade solta qualquer ferramenta tem, mas o resultado pronto e pensado para o negócio do cliente só entrega quem sabe conduzir o processo. Eu mostro os valores praticados em cada faixa de projeto em quanto cobrar por um site e o passo a passo da abordagem pela prévia pronta em vender sites.

Tem curso de vibe coding? O que vale a pena

Com a explosão do termo, apareceram dezenas de cursos de vibe coding na internet, mas quase todos cometem o mesmo erro: ensinam apenas a brincar com a ferramenta, clonar telas famosas no Lovable ou criar aplicativos que nunca saem do seu próprio computador. Se o seu objetivo é transformar essa habilidade em fonte de renda, aprender só a conversar com a IA é parar na metade do caminho.

A outra metade, que separa o curioso do profissional bem pago, é saber organizar a pasta de cada cliente sem perder contexto, tirar a cara genérica de template, montar uma proposta comercial irresistível e abordar os donos de negócio certos. É exatamente essa ponte entre a criação técnica e a venda real que eu ensino nos 7 módulos e 26 aulas da formação que acompanha o MazyOS.

Na prática, quem pesquisa por uma formação séria de vibe coding voltada para negócios acaba procurando um treinamento completo de Claude Code. Para comparar com transparência a carga horária, a metodologia, as garantias e o preço das opções que existem hoje no mercado brasileiro, veja a análise completa em curso de Claude Code.

Pedir código solto no chat resolve um teste de fim de semana, mas esquece tudo sobre o seu cliente assim que a janela fecha.

O MazyOS transforma o vibe coding num método comercial, guardando o tom, a oferta e o histórico de cada cliente dentro da pasta.

Por um ano
R$ 97
Pra sempre
R$ 197

Pagamento único, no Pix ou em até 12x. Qual vale mais a pena?

  • A garantia tripla: 7 dias de arrependimento; a Garantia de Destrave Técnico, em que alguém da equipe instala o MazyOS junto com você numa chamada, se o primeiro site não sair; e a Garantia de Campo, de 60 dias: apresentou a prévia pronta pra 10 empresários, da sua agenda ou da sua cidade, e não fechou nenhum contrato, o dinheiro volta no Pix.
  • Roda no Claude Code, no Codex e no Antigravity.

O preço sobe conforme o MazyOS melhora.

Ver tudo que vem no MazyOS

O MazyOS não é da Anthropic; Claude é marca da Anthropic.

O MazyOS não é da OpenAI; Codex e ChatGPT são marcas da OpenAI.

O MazyOS não é do Google; Antigravity e Gemini são marcas do Google.

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Quem escreveu

Vagner Mazzeo

O Vagner Mazzeo sou eu, criador do MazyOS e fundador da agência Mazzeo IA. Estou há 8 anos no mercado digital e hoje implemento inteligência artificial com o Claude para empresas, em projetos de R$ 10 mil a R$ 15 mil. Mostro esse trabalho de tela aberta no meu canal do YouTube (@vagnermazzeo), que soma 46,3 mil inscritos em 16/10/2026.

Quem é o Vagner